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Aton Engenharia · Design System

Unificar e padronizar o sistema Saffira

Organizei o Design System do Saffira — software de monitoramento florestal contra incêndios — dando consistência a telas que pareciam de produtos diferentes, sem descartar o que já funcionava.

Papel
Product Designer
Atuação
Design System
Contexto
Software ambiental
Entrega
Componentes, tipografia, cores, regras de uso e boas práticas
01Contexto

A Aton Engenharia atua em engenharia e telecomunicações desde 1988. O Saffira é um software que monitora grandes extensões de floresta em tempo real, por vídeo, para prevenir incêndios — do primeiro foco de fumaça ao avanço das chamas.

Quando cheguei, o produto não tinha um design system se sustentasse. As telas não guardavam consistência visual nem de componentes, por isso uma mesma tela do sistema parecia pertencer a sistemas diferentes. Faltava atualização de acessibilidade e a hierarquia do dark mode não era respeitada.

02O desafio

Para o usuário do Saffira — alguém que monitora floresta para agir antes que um foco de fumaça vire incêndio —, a interface tinha três problemas que competiam com a sua atenção: informação sem hierarquia, telas sobrecarregadas de dados e ausência de acessibilidade para tamanhos de tela diferentes.

Em um produto cuja função é perceber um sinal a tempo, uma tela que não organiza o que importa pode custar tempo de identificação do incêndio e se torna atrito no pior momento. Era isso que o sistema precisava resolver e não apenas uniformizar cores.

03A decisão

Evoluir o que funcionava e criar padrões

Diante de um sistema inconsistente, a tentação é começar do zero: apagar tudo e reconstruir. Mas fiz o contrário, mapeei o que já existia, identifiquei os poucos padrões presentes e preservei os pontos já consolidados que podiam ser aprimorados. A partir dessa base, construí o restante: novas hierarquias de tipografia, de informação e de cor. Padronização de componentes, documentação de regras e boas práticas.

04Processo e design

Sobre essa base, defini o sistema: hierarquia de tipografia, organização da informação e paleta, com o dark mode passando a obedecer a uma hierarquia e a acessibilidade tratada como requisito intríseco ao produto.

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Regras de uso de componente: o que usar, como usar e o que evitar.

A entrega foi minha, de ponta a ponta: componentes, tipografia, cores, padrões visuais e as regras de uso de cada componente — quando usar, como usar, o que evitar —, além das boas práticas, dos testes e da auditoria do que foi aplicado.

O sistema também destravou o redesenho de fluxos que sofriam o mesmo problema. Onde havia excesso de informação numa tela só, reorganizei o conteúdo por hierarquia e abri espaço para o que faltava — como visualizações de dados e gráficos —, de modo que o operador encontre o que precisa de maneira evidente e rápida.

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Fluxo redesenhado: informação reorganizada por hierarquia.
[ inserir imagem ]Antes e depois da hierarquia de tipografia, informação e cor — ou a hierarquia do dark mode aplicada.
Hierarquia de tipografia, informação e cor aplicada às telas.
05Resultado

O efeito apareceu de dois lados. Do lado do produto, menos divergência e mais consistência visual entre as telas. Do lado de quem constrói, os desenvolvedores passaram a entregar mais rápido: com o sistema delimitado e concreto, havia algo definido de onde partir, em vez de decidir cada padrão do zero a cada tela.

Menos divergência, mais consistência visual e de produto e desenvolvimento mais rápido.