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DISC 01 / TRACK 03 — IPQ TECNOLOGIA · APLICATIVO EMERGENCIAL

Uma tela com um único trabalho: pedir socorro

Desenhei a experiência de um aplicativo de uso emergencial em situações de violência doméstica, com um objetivo duplo: proteger a vítima e acelerar o atendimento — para quem aciona, no celular, e para quem responde, no computador.

Papel
Product Designer
Período
3 meses
Atuação
Discovery, pesquisa e design
Contexto
Segurança · emergência
01Contexto

A IPQ Tecnologia, fundada em 1999, desenvolve soluções próprias em segurança, rede de acesso e infraestrutura. Pela Nomad Labs, integrei seu time de desenvolvimento em um aplicativo de uso emergencial para situações de violência doméstica.

O objetivo era duplo — proteger a vítima e acelerar o atendimento — e o sistema tinha dois lados: quem aciona o chamado, pelo celular, e quem o administra e responde, pelo computador. Minha atuação concentrou-se em três meses de discovery, pesquisa e concepção — não no acompanhamento do produto até a entrega final.

02O desafio

Projetar para esse contexto impõe uma restrição que a maioria dos produtos não enfrenta: quem vai usar a tela está com medo e sem tempo. Não há espaço para curva de aprendizado nem para uma interface que dispute atenção.

Ao mesmo tempo, o outro lado do sistema — a segurança pública — precisa de informação completa para agir. Rapidez e simplicidade de um lado; dados e controle do outro. Equilibrar os dois sem enfraquecer nenhum era o problema central do projeto.

03A decisão

Retirar tudo o que competisse com o socorro

A decisão que organizou o produto foi de foco. O botão de socorro precisava ser central — não apenas visível, mas o centro de gravidade da tela. Havia informações que poderiam ocupar aquele espaço, e a tentação de aproveitá-lo era real. Mas qualquer elemento que competisse com o botão destoaria e poderia distrair do único objetivo que importa naquele instante: pedir ajuda.

Em uma emergência, tudo o que competisse com o botão de socorro tinha de sair da tela.

04Processo e design

Equilibrar os dois lados não podia depender da minha intuição — tinha de vir de quem conhece o cenário. Fiz pesquisa de campo com profissionais de segurança pública para entender a situação real e, sobretudo, quais informações eram primordiais para eles agirem e quais delas conseguíamos, de fato, exibir. Do lado da vítima, estudei o problema por personas, para compreender situação, contexto e necessidade e traduzir isso na experiência dela.

DISCOVERY / DOCUMENTATION.DB AF-IPQ-01
Página de documentação do projeto AppDeEmergencia com áreas de documentação, desk research e pesquisas internas
Estrutura de documentação do projeto, reunindo flows, desk research, cronograma e pesquisas.

A pesquisa mudou decisões: revelou as necessidades reais dos usuários e como os dados precisavam se interligar entre quem aciona e quem atende — algo que não se resolve na mesa.

RESEARCH / INTERNAL_EXTERNAL.DB AF-IPQ-02
Base de pesquisas internas e externas do projeto
Organização das pesquisas internas e externas realizadas durante o discovery.

O trabalho de tela foi meu, de ponta a ponta: conduzi a ideação e os wireframes de todas as telas, submetendo-os à validação de desenvolvimento, product management e stakeholders. A partir das pesquisas, defini também o estudo de cores, a tipografia e a hierarquia da informação.

FLOW / MAP_AND_ALERTS.UI AF-IPQ-03A
Mapa com alertas em wireframe e interface refinada
Evolução do mapa e dos alertas: do wireframe à interface.
ALERTS / OPEN_ITEMS.UI AF-IPQ-03B
Tela de alertas abertos do sistema
Visão operacional dos alertas abertos.

Para que a solução não dependesse de decisões isoladas, o trabalho visual também foi sistematizado. Cores, grid, princípios, tipografia e hierarquia ganharam regras próprias.

TOKENS / COLORS.SYS 01
Paleta de cores do projeto
Cores e tokens.
LAYOUT / GRID.SYS 02
Grids, princípios, elevação e border radius
Grid, elevação e bordas.
TYPE / TYPOGRAPHY.SYS 03
Escala e regras de tipografia do projeto
Tipografia e ritmo.
05Resultado

Como minha participação se encerrou na fase de concepção, o resultado se mede pela validação do que foi desenhado, não por métricas de adoção em produção. A solução passou por testes de funcionamento e por rodadas de conversa com stakeholders, que validaram as decisões. Num produto dessa natureza, em que testar diretamente com a usuária final é delicado, a validação com quem conhece o cenário — segurança pública e stakeholders — foi o sinal de que a experiência entregava o que precisava: acionar socorro rápido, com a informação certa chegando a quem responde. Confira detalhes do projeto aqui.

Um caminho único, claro e rápido para pedir socorro — validado com quem atua na segurança pública.